Revisão sobre o uso de cannabis medicinal encontra poucas evidências de benefícios; entenda
Nos Estados Unidos, milhões de pessoas recorrem à cannabis medicinal como alternativa para tratar dores crônicas, ansiedade e distúrbios do sono. Atualmente, 40 estados já legalizaram o uso da planta para fins terapêuticos, consolidando um mercado em expansão e uma prática cada vez mais comum entre pacientes.
No entanto, uma nova revisão abrangendo 15 anos de pesquisas científicas lança dúvidas sobre a real eficácia da cannabis medicinal. O estudo concluiu que as evidências de benefícios são frequentemente fracas ou inconclusivas, indicando que os resultados positivos relatados ainda carecem de maior consistência científica.
Outro dado preocupante revelado pela análise é que quase 30% dos pacientes que utilizam cannabis medicinal apresentam critérios compatíveis com transtorno por uso de cannabis, um quadro que pode evoluir para dependência e trazer impactos significativos à saúde mental e física.
Especialistas ressaltam que, embora a cannabis seja vista como uma alternativa promissora, o uso indiscriminado e sem acompanhamento médico pode gerar riscos. A recomendação é que pacientes busquem orientação profissional e considerem os potenciais efeitos adversos antes de iniciar qualquer tratamento.
A discussão sobre cannabis medicinal continua a dividir opiniões entre médicos, pesquisadores e usuários. Enquanto cresce a demanda por regulamentação e acesso, a ciência reforça a necessidade de mais estudos robustos e de longo prazo para confirmar os reais benefícios e delimitar os riscos associados.
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