UBS da Floresta garante vacina em comunidades remotas da amazônia
“Tudo começou por causa das vacinas”, relembra o paulistano que se mudou para Santarém (PA) nos anos 1980 e passou a acompanhar de perto os desafios da saúde pública na região amazônica. Em muitos territórios isolados, vacinas ainda são transportadas de barco, armazenadas em isopores com gelo para chegar a comunidades distantes. Em locais como Anã, a realidade era ainda mais crítica: não havia geladeira, o teto não tinha forro e medicamentos se perdiam com o calor intenso.
A partir dessa vivência acumulada ao longo de décadas, Scannavino desenvolveu, em parceria com ribeirinhos, prefeituras locais e o IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde), uma solução prática e adaptada ao contexto amazônico: o “kit floresta”, um conjunto de equipamentos essenciais para estruturar postos de saúde em áreas remotas.
O kit reúne itens básicos, porém indispensáveis, para garantir o armazenamento adequado de vacinas e remédios, além de melhorar as condições de atendimento em regiões onde o acesso é limitado e a logística é desafiadora. A iniciativa busca fortalecer a atenção primária e reduzir perdas de insumos, ampliando o alcance das políticas de saúde pública na floresta.
Especialistas destacam que soluções como o “kit floresta” demonstram a importância de projetos cocriados com as comunidades, respeitando saberes locais e respondendo às necessidades reais de quem vive na Amazônia profunda.
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