A simbiose entre o moderno Estado de Israel e os cristãos evangélicos
O jornal Haaretz, um dos mais influentes de Israel, divulgou denúncia sobre uma campanha de seu país voltada a influenciar evangélicos norte-americanos e brasileiros na defesa das ações israelenses. A iniciativa ocorre em meio às operações militares em Gaza e na Cisjordânia, que já resultaram em mais de 80 mil mortes de árabes palestinos, incluindo muçulmanos e cristãos.
Segundo a publicação, a estratégia busca mobilizar apoio religioso e político internacional, especialmente em nações onde os evangélicos possuem forte representatividade. O objetivo seria reforçar a narrativa pró-Israel diante das crescentes críticas sobre os impactos humanitários das ofensivas militares.
A denúncia reacende o debate sobre o uso de campanhas de influência e diplomacia religiosa como instrumentos de política externa. Analistas apontam que a iniciativa pode intensificar a polarização internacional e ampliar a pressão sobre governos que mantêm relações próximas com Israel.
O caso evidencia como religião, política e geopolítica se entrelaçam em momentos de conflito, transformando comunidades de fé em atores estratégicos na disputa por legitimidade e apoio global.
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