Decreto na gestão Rui Costa vetou portabilidade ligada ao Banco Master
Um decreto publicado durante a gestão do ex-governador Rui Costa (PT) na Bahia estabeleceu restrições à portabilidade no crédito consignado ligado ao Banco Master, medida que impactou diretamente a estrutura de funcionamento do Credcesta, produto financeiro que marcou o início da expansão do banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.
O Credcesta surgiu inicialmente como um benefício voltado a servidores estaduais, permitindo compras em uma rede de supermercados estatal. No entanto, ao longo do tempo, o modelo foi adaptado e acabou sendo transformado em um cartão de crédito consignado, ampliando sua utilização e se tornando uma operação financeira lucrativa.
Com o crescimento da modalidade, o governo estadual decidiu editar um decreto que vetava a portabilidade desse tipo de crédito consignado, medida que, na prática, limitava a migração das operações para determinadas instituições financeiras. A decisão ocorreu ainda durante o período em que Rui Costa comandava o governo baiano, gerando repercussão no setor financeiro e entre os beneficiários do programa.
O modelo do Credcesta acabou se consolidando como um dos primeiros produtos responsáveis por impulsionar o crescimento do Banco Master, instituição que posteriormente ampliou sua presença no mercado financeiro nacional com novas linhas de crédito e serviços bancários.
Especialistas apontam que programas de crédito consignado vinculados a benefícios públicos costumam movimentar volumes expressivos de recursos, tornando-se estratégicos para instituições financeiras que operam nesse segmento.
Nos últimos anos, o tema voltou ao debate público diante do crescimento das operações de crédito consignado e das discussões sobre regulação, transparência e proteção ao consumidor nesse tipo de modalidade financeira.
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