Diretora do Clériston Andrade critica uso do termo “fila da morte”

A diretora-geral do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, Cristiana França, criticou as declarações de integrantes da oposição sobre o sistema de regulação da saúde pública da Bahia. Durante entrevista concedida ao programa Altos Papos, na última segunda-feira (3), a gestora classificou como “cruel” e “desrespeitosa” a utilização da expressão “fila da morte” para se referir às filas por atendimento hospitalar.

A expressão vem sendo utilizada por políticos da oposição, entre eles o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), em críticas ao funcionamento da regulação estadual. Para Cristiana França, a denominação desconsidera o empenho dos profissionais que atuam diariamente na assistência aos pacientes.

“Eu fico extremamente triste quando as pessoas falam em ‘fila da morte’. Isso é de uma crueldade, de um desrespeito a nós profissionais de saúde”, afirmou a diretora durante a entrevista. Segundo ela, esse tipo de discurso transmite a ideia equivocada de que as equipes de saúde não estariam comprometidas com a vida dos pacientes.

À frente do HGCA desde fevereiro de 2023, Cristiana França destacou que conhece de perto os desafios enfrentados pelo sistema de regulação, lembrando que também já atuou diretamente na área. A gestora atribuiu parte da sobrecarga da rede estadual às dificuldades enfrentadas na atenção básica de saúde, afirmando que falhas nesse nível de atendimento acabam aumentando a demanda por serviços de média e alta complexidade.

A diretora defendeu que o debate sobre a saúde pública seja conduzido de forma responsável e técnica, valorizando o trabalho desenvolvido por médicos, enfermeiros e demais profissionais da rede. Segundo ela, o fortalecimento da atenção básica é um dos caminhos para reduzir a pressão sobre os hospitais e tornar o sistema de regulação mais eficiente.

Redação Terra do Cacau

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