Entrelaçados pela vida: ciência, governo e sociedade se unem para combater o câncer de colo do útero
O câncer de colo do útero é um dos raros tipos de câncer que pode ser totalmente prevenido, mas ainda provoca a morte de cerca de 7 mil mulheres por ano no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A contradição entre o conhecimento científico disponível e a realidade da saúde pública brasileira foi o ponto central do Fórum Estadão Think – Entrelaçados, realizado em 31 de outubro, em São Paulo.
A doença é causada, na maior parte dos casos, pela infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), vírus transmitido sexualmente e que pode ser evitado por meio de vacinação, exames de rotina e tratamento precoce de lesões pré-cancerígenas. A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo considerada uma das ferramentas mais eficazes para reduzir drasticamente a incidência da doença.
Durante o evento, lideranças médicas, representantes do governo e organizações da sociedade civil discutiram caminhos para ampliar o acesso à prevenção, fortalecer o rastreamento e garantir tratamento adequado em todas as regiões do país. O encontro destacou a urgência de políticas públicas mais eficientes, campanhas de conscientização e integração entre diferentes setores da saúde.
O Fórum reforçou que, apesar dos avanços científicos, o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais, culturais e informacionais que impedem a eliminação do câncer de colo do útero — um objetivo considerado plenamente alcançável com as ferramentas já existentes.
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