Júri decide que Johnson & Johnson deve US$ 40 milhões a duas pacientes com câncer que usaram talco
A Johnson & Johnson (J&J) voltou a ser condenada na Justiça norte-americana por supostos riscos associados ao uso de seu talco para bebês. Em outubro, um júri da Califórnia determinou que a companhia pagasse US$ 966 milhões à família de uma mulher que morreu de mesotelioma, doença rara e agressiva, alegando que o produto estaria contaminado com amianto, substância reconhecida como carcinógeno.
No caso mais recente, o mesmo tribunal concedeu US$ 18 milhões a Monica Kent e US$ 22 milhões a Deborah Schultz e seu marido, também relacionados a diagnósticos de câncer atribuídos ao uso do talco. As decisões reforçam a pressão judicial sobre a multinacional, que enfrenta uma série de processos semelhantes nos Estados Unidos.
As condenações evidenciam a gravidade das acusações e levantam debates sobre segurança de produtos de consumo e responsabilidade corporativa. Especialistas apontam que os desdobramentos podem impactar não apenas a imagem da empresa, mas também o setor de cosméticos e higiene pessoal como um todo.
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