O setor que vende saúde adoece seus trabalhadores

É comum que se atribua ao profissional do fitness a responsabilidade pelos flagelos da indústria em que atua. No entanto, essa visão é considerada míope, pois supõe que ele seja o criador desse universo, quando, na realidade, é apenas mais uma de suas criaturas.

Nesse contexto, o papel desempenhado pelo profissional é ambivalente: ao mesmo tempo em que explora as oportunidades oferecidas pelo mercado, também é explorado pelas exigências e pressões impostas pelo setor. Essa dualidade reflete a complexidade da indústria do bem-estar, marcada por contradições estruturais que impactam tanto os trabalhadores quanto os consumidores.

A análise desse cenário evidencia que o fitness não pode ser reduzido a uma lógica simplista de culpabilização. Pelo contrário, é preciso compreender que o profissional está inserido em um sistema que o molda, condiciona e, muitas vezes, limita sua autonomia. A discussão sobre o futuro da área passa, portanto, pela necessidade de revisar práticas, valorizar os profissionais e repensar modelos de negócio que sustentam essa indústria.

Redação Terra do Cacau

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