PF desmantela esquema internacional de tráfico em portos de SC

PF desmantela esquema internacional de tráfico em portos de SC

A Polícia Federal realizou uma operação que resultou no desmonte de uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de cocaína por meio dos portos de Santa Catarina. O grupo atuava de forma sofisticada, utilizando mergulhadores profissionais para esconder drogas nos cascos de embarcações e também enviando entorpecentes ocultos em cargas lícitas destinadas ao continente europeu.

De acordo com as investigações, a quadrilha operava de maneira estruturada e contava com logística avançada para transportar grandes quantidades de cocaína sem levantar suspeitas das autoridades alfandegárias. A droga era escondida em compartimentos submersos dos navios, técnica conhecida no meio criminoso como “rip-on/rip-off”, amplamente utilizada em rotas internacionais do narcotráfico.

Além da ocultação nos cascos das embarcações, os criminosos também utilizavam empresas e cargas regulares para inserir a cocaína em contêineres que seguiam para portos da Europa. A estratégia tinha como objetivo dificultar a fiscalização e ampliar o alcance do esquema criminoso.

A operação da Polícia Federal mobilizou equipes especializadas e reforça o combate ao tráfico internacional de drogas nos principais corredores marítimos do país. As investigações apontam que o grupo tinha atuação contínua nos portos catarinenses, considerados estratégicos para o escoamento ilegal de entorpecentes.

As autoridades destacaram que o uso de mergulhadores profissionais demonstra o alto nível de organização da quadrilha e evidencia a crescente sofisticação das ações criminosas ligadas ao narcotráfico internacional. A expectativa é de que novas fases da operação sejam realizadas para identificar outros envolvidos e possíveis ramificações do esquema em diferentes estados brasileiros.

A Polícia Federal segue analisando materiais apreendidos durante a operação para aprofundar as investigações e identificar conexões internacionais da organização criminosa.

Redação Terra do Cacau

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