STF encerra 2025 com ‘guerra fria’ no plenário e trincheira aberta com o Congresso
A situação no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou contornos delicados nos últimos dias. O ambiente interno ficou marcado por desconforto entre ministros, diante da pressão externa em torno do Código de Conduta idealizado pelo presidente Edson Fachin, que busca disciplinar o comportamento dos colegas. Apesar da relevância da proposta, a iniciativa não conquistou maioria interna, resultando no isolamento político de Fachin dentro do colegiado.
Paralelamente, uma crise silenciosa agrava o clima institucional. O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi indicado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, mas até o momento não há data prevista para a sabatina no Senado. O impasse ocorre porque o nome de Messias não obteve consenso político nem apoio pleno dentro do STF, ampliando a sensação de instabilidade.
Analistas apontam que a combinação entre a resistência ao Código de Conduta e a indefinição sobre a nova composição da Corte reforça a percepção de que o STF enfrenta um momento de fragilidade interna, com reflexos diretos na relação com o Congresso e na opinião pública.
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