As plataformas de mobilidade Uber e 99 anunciaram nesta quinta-feira (11) que não irão retomar o serviço de transporte de passageiros por motocicletas em São Paulo, após a sanção da lei que regulamenta a atividade com uma série de restrições.
A medida, assinada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), estabelece exigências como a obrigatoriedade de placa vermelha nas motos, o cadastro prévio de condutores e a proibição de circulação no Centro expandido da capital.
Segundo as empresas, a legislação é considerada inconstitucional e representa um entrave para a operação do serviço, que vinha sendo aguardado por usuários como alternativa de mobilidade rápida e acessível. Em nota, Uber e 99 confirmaram que irão acionar a Justiça para contestar as regras e defender a viabilidade do transporte por motocicletas na cidade.
O impasse reacende o debate sobre regulação de aplicativos de transporte, segurança viária e o papel das plataformas digitais na mobilidade urbana. Especialistas apontam que a decisão pode impactar diretamente a oferta de serviços e a rotina de milhares de paulistanos que buscavam novas opções de deslocamento.
