Críticas ao Pé na Escola expõem fragilidade na rede municipal
A ex-secretária estadual de Educação e pré-candidata a deputada estadual, Rowenna Brito (PT), criticou publicamente a decisão da Secretaria Municipal de Educação (Smed) de anular as contemplações e matrículas do Programa Pé na Escola, medida anunciada na última sexta-feira (24). A pasta justificou a decisão com base em indícios de irregularidades identificados no processo, o que levou à suspensão e reinício do programa.
Para Rowenna, que possui trajetória como professora da rede pública antes de assumir cargos de gestão, o episódio evidencia um problema estrutural antigo na capital baiana. Segundo ela, a dependência de políticas educacionais complementares, como a compra de vagas, revela a falta de investimento consistente na ampliação da rede municipal própria.
A pré-candidata destacou que essa lógica administrativa gera insegurança para as famílias. “Quando o poder público não prioriza a expansão da rede, cria-se um ambiente de instabilidade, onde decisões administrativas impactam diretamente o acesso à educação”, argumenta.
A decisão da Smed reacendeu o debate sobre a gestão de políticas públicas educacionais em Salvador, especialmente no que diz respeito à transparência, planejamento e continuidade dos programas voltados ao acesso escolar. Especialistas apontam que a interrupção de iniciativas como o Pé na Escola pode comprometer o calendário letivo e afetar milhares de estudantes, sobretudo aqueles em situação de maior vulnerabilidade social.
Diante do cenário, cresce a pressão por medidas que garantam maior previsibilidade, fiscalização rigorosa e investimento direto na infraestrutura educacional, evitando a dependência de soluções emergenciais. O caso também deve ganhar repercussão no campo político, especialmente com a proximidade do período eleitoral, onde temas como educação tendem a ocupar papel central no debate público.
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