O dinheiro para a transição verde existe; o caminho, nem sempre
COP30 consolidou um tema que já vinha ganhando espaço nos últimos anos: a sociobioeconomia como alternativa concreta e urgente para alinhar desenvolvimento econômico, preservação climática e inclusão social.
Durante os dias de conferência, ficou evidente que há recursos disponíveis para financiar projetos sustentáveis e inovadores. No entanto, o grande obstáculo apontado por governos, empresas e organizações da sociedade civil é a efetiva distribuição desses investimentos, garantindo que cheguem às comunidades que vivem diretamente da biodiversidade e que são fundamentais para a transição ecológica.
A sociobioeconomia, ao valorizar saberes tradicionais e promover cadeias produtivas sustentáveis, surge como estratégia-chave para o Brasil e para o mundo. Mais do que uma pauta ambiental, trata-se de um modelo capaz de gerar empregos, fortalecer territórios e reduzir desigualdades, ao mesmo tempo em que contribui para o cumprimento das metas globais de redução de emissões.
Especialistas reforçam que o momento é de transformar discursos em ações concretas, com políticas públicas eficazes e mecanismos de financiamento que priorizem quem está na base da produção sustentável. A COP30, portanto, não apenas trouxe o tema para o centro das discussões, mas também deixou claro que o futuro depende da capacidade de conectar recursos às realidades locais.
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